Ouro Preto

Igrreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, MG. (Foto: Simone Li)

Ouro Preto é uma cidade onde você pode passar o fim de semana ou a semana toda e sempre terá alguma coisa para fazer. Meus colegas de quarto e eu pegamos um ônibus de Belo Horizonte, cidade grande mais próxima, e eu fiquei surpresa com quão confortáveis os ônibus brasileiros de viagem podem ser. Eu não sabia direito o que esperar, já que essa foi uma visita decidida na última hora da nossa viagem a BH, como recomendação de alguns amigos brasileiros. A viagem toda na verdade começou com uma ideia de tentar a sorte indo direto para o aeroporto e vendo  se havia alguma passagem barata para uma viagem espontânea de fim de semana. Nos EUA, geralmente as empresas aéreas tentam vender o resto das passagens que não foram vendidas algumas horas antes do avião decolar. Infelizmente essa tradição ainda não se espalhou pelo Brasil, então ficamos muito gratos pela oportunidade de conhecer Belo Horizonte.

Cores

Muro amarelo em Ouro Preto, MG. (Foto: Simone Li)

Amarelo colonial em Ouro Preto. (Foto: Simone Li)

Estou convencida de que algumas cores não existem nos EUA e que Ouro Preto tem uma paleta de matizes exclusivamente coloniais. O amarelo chama mais atenção na minha mente. Acho que eu não conseguiria tirar fotos suficientes da sombra do amarelo contra o céu azul.

Feira de presentinhos pesados

Feira de artesanato em Ouro Preto, MG. (foto: Simone Li)

Feira de artesanato em Ouro Preto, MG. (foto: Simone Li)

Há um mercado de artesanato bem perto da Igreja de São Francisco de Assis que abriu naquela noite. Sendo uma cidade de Minas Gerais, estado conhecido pela história da mineração, não foi uma surpresa que a maioria das coisas fossem de pedra esculpida. Como alguém que estava viajando leve (um dos meus colegas de quarto não concorda, já que sua mochila é só um pouquinho mais leve que minha, mas que seja), com uma mochila cheia que deveria aguentar todo o final de semana, eu sabia que não tinha muito espaço para comprar muita coisa, muito menos coisas pesadas. Então, eu decidi apenas dar uma olhada nas barracas e ver as coisas. Uma hora depois, eu estava alguns quilos mais pesada, carregada de sacolas plásticas cheias de caixas de pedras, porta-copos esculpidos, estátuas e outras coisas que acabaram virando piada lá no meu apartamento sobre meus ‘hábitos de comprar pedras’. Até hoje eles estão expostos no meu quarto e agora, quando eu não preciso me preocupar em carregá-los para todo o lado, eu gostaria de ter comprado mais uma ou duas estátuas…

Vida noturna agradável com os locais

Para mim, uma das coisas favoritas de viajar é fingir que eu não sou uma típica turista. Dito isso, Ouro Preto é cheia de turitas, mas já que eles são na maioria brasileiros, ainda parecia uma experiência menos tradicional. À noite, a pacata cidade passa a ter uma personalidade bem animada. Passeando pela Praça Tiradentes eu me lembro de estar rodeada pelo brilho das luzes da rua, pelo som da música e de grupos de amigos andando em várias direções. Eu fui atraída imediatamente para um pequeno boteco na Rua Direita (parece que tudo se localizava em relação à Rua Direita). Não me lembro o nome, mas ele se destaca na minha mente com suas paredes cheias de assinaturas e iniciais dos visitantes que já foram lá e, do outro lado do balcão, um mural desenhado à mão da própria Praça Tiradentes. Como um dos meus parceiros de viagem tem o hábito de levar sempre uma caneta marca-texto, eu deixo pra vocês descobrirem um dia se nós deixamos nossa marca lá ou não. Ouvimos grupos de samba, tomamos umas caipirinhas e andamos pelas ruas próximas, seguindo o barulho e conhecendo outros bares pelo caminho.

Mesmo que tenhamos ficado apenas um dia e meio na pequena cidade de Ouro Preto, acho que tenho um carinho especial por esse lugar, como um começo de muitas boas lembranças do Brasil.

Simone Li
Estagiária de Verão
Embaixada dos EUA em Brasília

Postado em Ouro Preto, Minas Gerais, Brazil.

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One thought on “Ouro Preto

  1. Fiquei encantada com o relato de Simone Li sobre sua viagem à Ouro Preto. O que ela revelou sobre essa cidade me reportou de imediato à cidade histórica de Olinda, em Pernambuco. Inclusive, quero sugerir à Simone e seu grupo de viagem que na próxima oportunidade vão à Olinda ver o quanto vão encontrar da Ouro Preto lá. Eu, na verdade, apesar de morar no estado de Minas, ainda não tive a oportunidade de conhecer Ouro Preto. Mas, no próximo ano, se Deus quiser, pretendo ir com a minha mãe fazer o caminho da “Estrada Real”. Todas as pessoas que fizeram esse passeio turístico ficaram felizes. Parabéns Simone Li, pelo seu texto leve e bem-humorado, adorei! Quando eu for à Ouro Preto, vou procurar sua assinatura na parede do “boteco” da Rua Direita. rsrsrs!

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