Boa Vista – Minha Cidade da Rota 66

Postado por Carol Brey-Cassiano,
Adida de Documentação e Pesquisa no IRC em Brasília

Visa da cidade (Foto: Carol Brey-Cassiano).

Visa da cidade (Foto: Carol Brey-Cassiano).

Cheguei no Aeroporto de Boa Vista às 12h30 no domingo, 9 de dezembro, 2012 — e no primeiro momento, fiquei impressionada com o terreno, que era mais plano e menos tropical do que eu esperava. Era tudo muito verde, mas a terra era muito vermelha e havia apenas alguns morros pequenos na periferia da cidade. Boa Vista é a única cidade grande do Brasil localizada ao norte da linha do equador, então cheguei durante o período mais quente e seco – de setembro a abril, com temperaturas médias em torno de 35-40 graus Celsius.

Em trinta minutos, cheguei no Hotel Eco, um novo hotel localizado próximo ao aeroporto e que parecia estar no meio do nada – havia comércio ao redor, mas quase nada aberto. Perguntei ao motorista do táxi e ao recepcionista do hotel o que tinha para fazer em uma tarde de domingo em Boa Vista, principalmente “no centro” e ambos disseram: “Nada acontece aqui até as 18h30/19h da noite, quando todo mundo vai para a praça”  – a Praça das Águas. Então, naquela noite peguei um táxi para o centro às 19h, e descobri que, de fato, “todos” pareciam estar na Praça das Águas. Havia jogos e atividades para as crianças, restaurantes e quiosques com todos os tipos de alimentos — incluindo pizza, sushi e comida típica — e, felizmente, uma “Feira do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial)” — que me deu a oportunidade de fazer alguns contatos, já que eu estaria na cidade só por 48 horas.

SENAC é uma excelente instituição, localizada em várias cidades brasileiras e financiada pelo setor comercial para fornecer capacitação profissional para uma ampla variedade de profissões. O SENAC de Boa Vista tinha um folheto interessante com várias informações sobre aulas de línguas, especialmente as aulas de  “Inglês Intensivo.”  Eu falei com a atendente que estava promovendo as aulas, e ela me deu o nome e o número de telefone do coordenador que não estava participando da Feira à noite.  Prometi ligar para ele no dia seguinte.

Depois de visitar toda a Praça, que era bem grande, voltei para o centro da Praça e experimentei  uma “Carne de Sol” muito boa, que custou apenas R$ 10,50 (incluindo uma cerveja) e que vinha com comida suficiente para alimentar 2 ou 3 pessoas — com arroz, farofa, saladinha e, claro, a carne. A saladinha foi a primeira comida realmente picante que comi no Brasil, era algo parecido com o “pico de gallo” do México com algum tipo de pimenta, tomate, cebola e coentro. Deliciosa!

Universidade Federal de Roraima (UFRR) (Foto: Carol Brey-Cassiano).

Universidade Federal de Roraima (UFRR) (Foto: Carol Brey-Cassiano).

Na segunda de manhã, cheguei à Universidade Federal de Roraima (UFRR) e visitei o campus com o Diretor da Biblioteca Central da UFRR, Elton Neves,  e dois representantes do Gabinete de Relações Internacionais,  a Coordenadora Janaina Rosa Laire e a Interprete Laudalina Ferreira da Cruz. Eles ficaram muito satisfeitos em saber mais sobre o programa Rota 66, e do interesse da Embaixada por Boa Vista e pelo Estado de Roraima. Eu rapidamente percebi que todos tem muito orgulho do Estado e da comunidade de Boa Vista, porque a cidade tem apenas cerca de 25 anos  de existência e tudo o que tem sido desenvolvido lá é novo.

Estabelecida em 1988, a UFRR também tem 25 anos de existência e possui três campi – o campus central em Boa Vista, e dois campi em Paricarana e Cauamé.  Os campi periféricos se concentram mais em tecnologia e agricultura, sendo que ambos são grandes indústrias em Roraima. Além do prédio da Administração, visitei a Biblioteca Central, que foi construída em 2001 e é agora 10 vezes maior do que era quando originalmente construída– com mais de 100 mil volumes. Querendo explorar maneiras de estabelecer a presença dos EUA em Roraima, eu conversei sobre o programa dos Espaços Americanos com o Diretor Elton Neves, particularmente sobre a possibilidade de estabelecer uma Esquina da Ciência na Universidade e, embora tenha havido interesse, há ainda a necessidade de se discutir o assunto com o presidente em exercício da Universidade, é claro.

Sala de aula da Unidade de Idiomas SENAC em Boa Vista (Foto: Carol Breu-Cassiano).

Sala de aula da Unidade de Idiomas SENAC em Boa Vista (Foto: Carol Breu-Cassiano).

Na manhã seguinte, dei uma breve sessão de treinamento sobre a eLibraryUSA e o Projeto Kindle para os bibliotecários da Biblioteca UFRR (aproximadamente 15 pessoas). A seguir, fui para o SENAC encontrar com os instrutores de idiomas que eu tinha conversado no dia anterior. Fiquei extremamente impressionada com o espaço da escola de línguas do SENAC, que é tão agradável como muitos centros binacionais que visitei no Brasil.

Márcia Sousa – à direita com dois outros instrutores, no espaço proposto para a Esquina Americana com cerca de 40 mt2 de tamanho.

O SENAC tem interesse em apoiar o EducationUSA, e

Aeroporto de Boa Vista (Foto: Carol Brey-Cassiano).

Aeroporto de Boa Vista (Foto: Carol Brey-Cassiano).

os instrutores de idiomas que estavam conduzindo a visita — liderados por Márcia Sousa — me mostraram um escritório adjacente à Biblioteca onde gostariam de colocar o EducationUSA e uma Esquina Americana.

A escola de línguas do SENAC existe há apenas 2 anos e meio e, atualmente, tem cerca de 400 alunos. A ênfase principal é o ensino da língua Inglesa, embora o Francês, o Espanhol e o Português também são ensinados. O SENAC tem sido um bom parceiro nos outros locais do Brasil: vamos ver o que acontecerá em Boa Vista!

 

 

 

 

Postado em Boa Vista, Roraima, Brazil.

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One thought on “Boa Vista – Minha Cidade da Rota 66

  1. Ola,

    Fiquei muito impressionada e feliz em ler essa reportagem sobre Roraima, conheco a cidade e tenho muitos amigos que moram nela, eles tem muito orgulho de sua cidade e estado.
    Quero agradecer como Brasileira pelo interesse e dedicacao dos EUA em interagir por esse povo alem da linha do Equador, desse estado tao distante, porem tao Brasileiro e importante!
    Um grande abraco
    Heloisa Laguna

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